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sábado, 8 de agosto de 2015

O Apocalipse Zumbi da Vida Real

Imagine uma condição médica em que o paciente acredita estar morto ou que seus órgãos já não estejam mais funcionando ou necrosados, ou ainda, de que seus familiares, amigos ou o mundo ao redor não existem mais. Isso mesmo! Um verdadeira estado de “morto-vivo”.


É isso que acontece com quem sofre da Síndrome de Cotard, que também é conhecida como a síndrome do cadáver ambulante.

No ano de 1880, o francês Jules Cotard trouxe a público pela primeira vez um caso deste tipo, o de uma mulher de 43 anos que sofria de uma grave melancolia ansiosa, com um delírio hipocondríaco incomum caracterizado pela convicção da não-existência dos seus órgãos.


Anos antes, outros autores já haviam mencionado casos similares; porém, foi Cotard o primeiro a fazer uma descrição bem detalhada dessa condição, dando-lhe o termo de “delírio de negação”. Anos mais tarde, mais precisamente em 1893, Emil Régis conferiu o nome de Síndrome de Cotard.

Desde então, outros casos tem sido registrados e descritos por outros médicos, com diferentes graus de gravidade:

Germinação - traz como sintomas as crises de depressão psicótica e hipocondríacas.

Florescimento- desenvolvimento completo e explosivo da síndrome e os delírios de negação.

Crônica - caracteriza-se por delírios graves e depressão crônica.

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