Imagine uma condição médica em que o paciente acredita estar morto ou que seus órgãos já não estejam mais funcionando ou necrosados, ou ainda, de que seus familiares, amigos ou o mundo ao redor não existem mais. Isso mesmo! Um verdadeira estado de “morto-vivo”.
No ano de 1880, o francês Jules Cotard trouxe a público pela primeira vez um caso deste tipo, o de uma mulher de 43 anos que sofria de uma grave melancolia ansiosa, com um delírio hipocondríaco incomum caracterizado pela convicção da não-existência dos seus órgãos.
Desde então, outros casos tem sido registrados e descritos por outros médicos, com diferentes graus de gravidade:
Germinação - traz como sintomas as crises de depressão psicótica e hipocondríacas.
Florescimento- desenvolvimento completo e explosivo da síndrome e os delírios de negação.
Crônica - caracteriza-se por delírios graves e depressão crônica.
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